Esnobando a minha perspicácia – sonhei.
Sonhei fazer do meu filho, um grande homem.
Um ser digno, Capaz, Honesto, Feliz, Trabalhador.
Só que satisfiz as suas exigências e solicitações, canalizando as suas manipulações.
Que lhe ofertei o desnecessário e o presenteei com o improdutivo, lhe excluindo das responsabilidades. Dos deveres de um cidadão comum.
Só que pensando ser o certo e que estava sendo um bom pai,
cortei-lhe a crença do lutar.
O provi do deguste de suas vitórias.
Do amargor das suas derrotas.
Do quebrar a cara, na briga para alcançar seus ideais.
Sonhando, o afastei da espiritualidade.
Passei pano quente, sobre as suas maldades. Sobre a consciência do seu viver.
Sonhei !
Só que deixei a seu critério. A seu psiquismo, o equilíbrio de suas verdades.
Com sorrisos de otário estampado no rosto, lhe ofertei carros, Mulheres, Mordomias, aniquilando-lhe o poder de ser.
Do ir e vir. A possibilidade de sonhar.
Um dia!
Juro que sonhei.
(Desconheço Autoria)
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